Em 2013, comecei uma longa jornada que duraria quatro anos, consegui ingressar na Universidade Federal do Ceará para cursar licenciatura em Filosofia. Antes de entrar na faculdade, já estudava filosofia em casa mesmo, adquiria livros e participava de simpósios nas universidades. O sonho de ser professor e viver uma das experiências mais honrosas do planeta era muito latente.

Os anos acadêmicos iam passando e o sonho foi desvanecendo. Faltando somente dois semestres para concluir o curso, a decepção com a docência aumentava. A cada instante em que conhecia um pouco mais sobre o sistema educacional brasileiro, mais eu me decepcionava. Até pensei em desistir, mas não podia desperdiçar a chance que tinha e, além disso, adorava filosofia. Em meio a tudo isso, tinha meus amigos da área que viviam falando que eu deveria estudar programação, que os salários eram bons, não faltavam vagas de emprego e outras coisas mais.

Bem, naquele momento eu não levava em consideração estudar programação, estava concentrando minhas energias para a conclusão do curso de graduação em Filosofia. Quando parava pra pensar no assunto, logo vinha aquela sensação de que seria incapaz de aprender toda aquela parafernália de códigos e cálculos matemáticos complexos, criar um site? Jamais, sempre achei que isso era apenas para os escolhidos.

Enfim, me formei e foi uma conquista incrível. No entanto, hoje está acontecendo algo semelhante, me apaixonei novamente e dessa vez foi pela arte de programar. Atendi aos pedidos dos meus amigos e comecei a estudar programação. Assim como quando comecei a estudar filosofia, hoje também estudo programação em casa e vou lhe contar uma coisa: não consigo mais parar, estou apaixonado. E a vida é assim, cheia de paixões, um dia foi a filosofia, hoje é programação.